08/03/13

Semana da LEITURA


Para iniciar a Semana da Leitura (11 a 15 de março)...

Um marcador de página de um livro esquecido entra em acção!
Sabiam que se pode surfar nas páginas de um livro? Descubram na página da Biblioteca de S. Paulo em http://bibliotecadesaopaulo.org.br/2012/10/22/nas-ondas-da-leitura/
Curta de animação Much better now (Muito melhor agora), de Philipp Comarella e Simon Griesser.

10/01/13

6 de janeiro | Dia mundial do Braille

No dia 6 de dezembro a Biblioteca da EBMM comemorou o Dia Mundial do Braille com um pequena exposição de livros escritos neste sistema.


“O sistema de leitura para cegos, conhecido como Braile, surgiu a partir de um sistema de leitura no escuro desenvolvido por Charles Barbier, para uso militar. Quando o francês Louis Braille, que era cego, conheceu o sistema, passou a utilizá-lo e logo depois o modificou, passando de um grupo de 12 pontos para um grupo de apenas 6 pontos, formado por duas colunas com três pontos cada. O agrupamento de seis pontos possibilita a constituição de 63 símbolos diferentes que servem para representar caracteres na literatura, na matemática, na informática e na música. O sistema foi inventado em 1825 e até hoje é utilizado em todo o mundo.”
http://www.infoescola.com/portugues/braile/


Experimenta escrever o teu nome em Braille:



04/12/12

A escrita dos nossos alunos

O problema do Gil
Era uma vez um menino chamado Gil que vivia com os seus pais numa humilde casinha à beira de um riacho. Corria pelos campos, brincava com os animais e a natureza era o seu espaço preferido. Sempre fora um menino feliz até entrar para a escola… Na verdade, Gil não conseguia fazer amigos por ter um grave problema: gaguejava muito. Os colegas faziam troça dele e ele sentia-se muito triste. Todos achavam que ele era diferente. O que haveria de fazer para superar tal situação? Um dia, a professora pediu-lhe que escrevesse numa cartolina tudo o que sentia em relação ao seu problema. O menino foi para casa ainda mais triste, porque até a professora se tinha apercebido que ninguém gostava dele, se calhar também ela não gostava…Entre lágrimas e com o coração apertado, lá foi escrevendo tudo o que sentia numa enorme cartolina e, para seu espanto, sentiu-se muito melhor no final. Parecia que tinha tirado para fora de si todo o peso daquele tormento. No dia seguinte, a professora chamou-o e explicou à turma que Gil era um menino normal; apenas precisava da ajuda de todos para ultrapassar o seu problema. De seguida, pediu ao menino que mostrasse aos colegas o cartaz que tinha feito e que dizia:
  • Não me chamem nomes, nem brinquem com a minha forma de falar, que eu fico triste…
  • Não me interrompam quando falo, porque depois não consigo continuar…
  • Não me chamem de gago, eu apenas gaguejo…
  • Não me ponham de lado, eu gostava de ser vosso amigo…
  • Sou um menino como todos vocês e também tenho sentimentos!!! 
Após a leitura silenciosa do cartaz, todos se levantaram e, um por um, lá foram pedir desculpa ao Gil que, com lágrimas a quererem saltar dos olhos, só conseguiu dizer: - O-o-brigado… 
Camila Lourenço, 5º.G 


A menina Joana 
Tudo começou quando a Beatriz e o Afonso decidiram ter um bebé. Esperaram dois anos até a Beatriz ficar grávida. Nove meses depois, nasceu a Joana que deixou os pais felicíssimos.
À medida que a menina foi crescendo, os pais descobriram que o cabelo dela não crescia. Decidiram, então, ir ao médico que lhes explicou que o cabelo dela nunca iria crescer, porque ela tinha um cancro.
Apesar do seu problema de saúde, a Joana viveu sempre feliz até ter de mudar de escola aos dez anos de idade. Os meninos mais velhos, que não a conheciam, começaram a gozar com ela porque ela era careca.
- Olha a careca!!! Ah, ah, ah, ah, ah, ah!!!
E isto acontecia todos os dias… Cansada por gozarem com ela, fez um pedido aos pais:
- Mamã, papá, podem comprar-me cabeleiras? Assim os meninos mais velhos da minha escola já não gozavam comigo.
No dia seguinte, após terem refletido muito sobre o assunto, ofereceram à filha uma caixa enorme com um laçarote. Joana abriu-a e, quando viu cabeleiras de todos os tamanhos, feitios e cores, ficou feliz e agradeceu aos pais.
Passado alguns dias, um menino chamado João apaixonou-se por ela e ela por ele. Cinco meses depois eram namorados e andavam pela escola de mãos dadas.
Desde o dia em que começou a usar as cabeleiras, nunca mais ninguém gozou com ela e até passou a ter mais amigos. Daí em diante, passou a ter mais confiança em si própria e voltou a ser a menina feliz que sempre fora.
Beatriz Faim, 5º.F
Um dia de anos divertido
Era uma vez uma menina chamada Leonor e o que mais gostava de fazer era viver aventuras. Num fim de semana de inverno acordou com imensa energia e vontade de brincar, pois tratava-se de um dia muito especial: o seu aniversário.
- Anda tomar o pequeno-almoço, Leonor. – Pediu com calma a mãe.
- Já vou mãe, estou a vestir-me! – Respondeu a menina muito bem disposta.
Leonor desceu as escadas e chegou à cozinha apresentando-se de calções, chinelos de dedo e uma camisa fininha.
- Filha, não está tempo de andares assim vestida, já sabes que é inverno!
- Mas mãe, eu pensei que quando fizesse os meus oito anos o inverno não existisse mais. Ele estraga sempre os meus anos por estar frio e por nevar!
A mãe de Leonor teve então uma ideia: foi ao sótão buscar as roupas de neve da filha e os trenós. Tencionava mostrar-lhe como o inverno também podia ser divertido, levando-a a uma estância de esqui.
- Leonor, vem comigo às compras por favor, preciso da tua ajuda.
- Está bem, mãe.
Durante a viagem, a menina percebeu que não iam ao supermercado e questionou a mãe:
- Para onde vamos?
- Hoje, vais divertir-te a esquiar, porque hoje fazes anos. Vou mostrar-te como o inverno é engraçado.
Na estância, Leonor esquiou até chegar a hora do almoço.
- Tenho fome! – Disse ela.
- Vamos à tua pizzaria favorita almoçar.
- Obrigada, mãe!
Mal acabaram de almoçar, foram construir um boneco de neve e jogar à luta de bolas de neve.
- Estou a adorar este dia! – Exclamou a Leonor.
- Agora temos de ir às compras. - Explicou a mãe.
Compraram várias coisas: massa para bolos, chocolate, formas e Leonor escolheu a sua prenda de anos: uma linda boneca.
Uma vez em casa, a menina ajudou a mãe a fazer bolachas para o lanche. Estava muito feliz!
- As bolachas estão ótimas. – Disse o pai depois de as provar.
Depois do lanche, Leonor foi brincar com a sua boneca nova e, ao jantar, toda a família se reuniu para cantar os parabéns à aniversariante. Mais à noitinha, disse muito decidida para a mãe:
- Agora já gosto do inverno. Que ele nunca deixe de existir!
Matilde Oliveira, 5º.G

03/12/12

Concurso Nacional de Leitura

Vai realizar-se, na primeira semana de janeiro, a prova da 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura. Os livros seleccionados são:

Filho de Estrela, in Contos (pág. 91 à 110) de Óscar Wilde
A velha engolida pela pedra, in Estórias Abensonhadas (pág. 165 a 170) de Mia Couto
Pedro Alecrim de António Mota.

Se estiveres interessado em participar, informa-te junto dos professores de Língua Portuguesa.

29/11/12

Bruxinhas

A propósito da leitura do conto "Qué crees?" de Mem Fox e Vivienne Goodman a turma do 1º ano da professora Carla (EB1 Cantanhede Sul) fez estas "deliciosas" bruxinhas!

21/11/12

A escrita dos nossos alunos...



ENTARDECER ASSUSTADOR

Era dia 31 de outubro de 1271, noite de Halloween, e ouviam-se as crianças contentes a espalhar as abóboras e as lanternas assustadoras no jardim...
No interior da casa da senhora Paula, enquanto a sua mãe Vanda Poções tricotava umas meias de lã, acontecia algo de muito estranho que ambas desconheciam: um homem desconhecido espreitava pela janela; estava com um chapéu MUITO alto na cabeça, um casaco MUITO longo até aos pés e um laçarote MUITO bem apertado à volta do pescoço.
De repente, faltou a luz e ouviu-se: UUUUUU....UUUUUU..... A velhinha levantou-se rapidamente da sua poltrona, atirou as meias para o chão e correu em direção à janela. Quando se preparava para voltar ao seu cadeirão, deparou-se com uma dúzia de ratos esfomeados e a chiar em cima de uma estante cheia de livros sobre países e oceanos, que acabavam de se transformar em livros sobre vampiros e abóboras. O marido da velhinha era caçador, daí a sua tendência para usar como decoração da casa de familiares, animais embalsamados.
O problema dos ratos não acabara, de tal modo que a Vanda Poções decidira imediatamente chamar o exterminador.
Do outro lado da linha, atendeu uma voz rouca, informando que o exterminador estava a caminho da morada indicada. Nesse mesmo instante, ouviu-se o suar da campainha e uma voz que dizia:
- É o exterminador Raul que dirige todos os ratos para sul... Abram a porta...
A senhora Paula pôs-se a caminho da porta que abriu com delicadeza. De seguida, apareceu a sua mãe que guiou o exterminador até à sala onde se encontravam os ratos. Estes já se tinham triplicado...
Poucas horas depois, o exterminador já se tinha ido embora com a sensação de tarefa cumprida. Em cima da mesa estava um bilhete que dizia:
"DESCOBRI UMA PASSAGEM SECRETA ATRÁS DA ESTANTE, ENTREI POR CURIOSIDADE MAS NÃO VI NADA DE ESPECIAL, APENAS UM BURACO DE ONDE APARECIAM IMENSOS RATOS.
 EXTERMINADOR RAÚL "
Ambas ficaram muito assustadas. «Uma passagem secreta atrás da estante?!» pensaram as duas senhoras intrigadas com o bilhete.
- Vamos já ver se isto é verdade, ajuda-me a puxar a estante.  ̶  pediu a senhora Paula.
Da estante saíram imensas cobras que fugiram para a rua através da porta que estava entreaberta. As duas senhoras quase morreram de susto, pois nunca pensaram que a casa pudesse ter passagens secretas.
Através da grande janela existente na sala, observavam-se duas grandes montanhas. Conta a lenda que, no dia das bruxas, apareciam fantasmas vindos das grutas para assustar a vizinhança e fazer travessuras às crianças.
- Vou entrar, tu ficas cá fora para o caso da porta se fechar! - ordenou Vanda Poções.
E assim foi… Entrou com os dentes a tremer e os braços todos arrepiados. Ao fundo do corredor estava um buraco tapado com um pano, provavelmente feito pelo exterminador para que os ratos não passassem. Mas a velhinha, que era muito perspicaz, decidiu continuar a andar e descobrir o que a casa da filha escondia por detrás das paredes.
Depois de dar uma dúzia de passos, descobriu uma porta com uma placa a dizer: "Sala dos espíritos, não entrar sem autorização do chefe". Assim que acabou de ler, pensou: «O chefe desta casa é a minha filha, ela de certeza que me autoriza a entrar.» No mesmo instante em que abriu a porta, gritou:
- SOCORRO, vou desmaiar....
Esta deparou num assustador, horrendo, mal cheiroso, perigoso e temível… pingo de chuva de água destilada. Afinal, o homem que estava a espreitar na janela era o exterminador; os ratos eram máquinas inventadas por cientistas; a passagem secreta era um buraco na parede com alguns retoques e o pingo de chuva não passou de uma simples coincidência.
Lara Neves, 5ºG   1/11/12